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	<title>Histórias dos antepassados &#8211; Família Wächter</title>
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		<title>Contando histórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Klaus Dieter Wachter]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2019 21:41:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias dos antepassados]]></category>
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					<description><![CDATA[Na época da segunda guerra mundial (por volta de 1940), meu avô Francisco já estava estabelecido com sua família em Três de Maio (RS). Ele e seus irmãos Emilio e Alberto, casados com as três irmãs Müller (Anna, Emma e Elvira), trabalhavam arduamente no sustento de seus filhos. Os detalhes deste casamento, entre famílias, vou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="mpl-content-wrap"><p>Na época da segunda guerra mundial (por volta de 1940), meu avô <strong>Francisco</strong> já estava estabelecido com sua família em Três de Maio (RS). Ele e seus irmãos<strong> Emilio</strong> e <strong>Alberto</strong>, casados com as três irmãs Müller (<strong>Anna, Emma e Elvira</strong>), trabalhavam arduamente no sustento de seus filhos. Os detalhes deste casamento, entre famílias, vou deixar para outro momento. Vamos voltar para a época da guerra.<br />
A língua alemã era utilizada por todos os membros da família. Minha avó Anna nem sabia falar português. Na casa, todos só falavam alemão. Os filhos, por frequentarem a escola e conviverem com outras crianças, já conheciam o português.</p>
<p>Meu avô tinha um moinho que prestava serviço para os agricultores da região. Todo o trigo e milho, plantado pelas proximidades, era levado para ser moído pelas grandes pedras movidas por uma roda d´água (veja o vídeo sobre a cascata dos Wächter). O moinho funcionava quase que 24 horas por dia, toda a comunidade dependia da farinha para fazer o pão de cada dia.<br />
Com o decorrer da guerra, as autoridades locais, certamente suspeitando que pessoas próximas da divisa com a Argentina pudessem se posicionar contra o grupo dos países Aliados (coalisão de países contra o Nazismo), começou a monitorar os movimentos e conversas dos habitantes da região. As pessoas foram proibidas de falar alemão. Os policiais rodavam as casas para reprimir e ameaçar de prisão quem estivesse se comunicando na língua germânica. O rádio também era monitorado. Era proibido escutar transmissões de rádio em alemão, coisa comum entre nossos antepassados.<br />
Certo dia, em uma ronda policial perto da casa da família, o oficial ouviu minha avó falando em alemão. Não tenho certeza se era uma ronda policial ou do exército, não faz muita diferença. A confusão foi armada. Minha avó foi ameaçada de prisão se continuasse a falar em alemão. Muitas pessoas já tinham sido presas na região. Não era brincadeira, a coisa era séria mesmo.<br />
Frente à situação, meu avô Francisco propôs um acordo à polícia: Olha só oficial, se vocês levarem minha esposa presa, eu paro de moer trigo por aqui. O povo vai ficar sem pão. A Anna não sabe falar português. Nos comprometemos em não falar alemão na rua, porém, dentro de casa, iremos continuar a falar.<br />
Acordo aceito e a vida que segue&#8230;..<br />
É sempre bom contar ou ouvir histórias dos nossos familiares. Preservando nosso passado, estamos construindo um futuro melhor para nossos filhos e netos. Nossa história nos une, fortalece e aproxima. Registrar é preciso, importante e todos podem contribuir com esta jornada.</p>
<p>Você é nosso convidado para caminhar conosco. Escreva uma história, grave um vídeo/áudio ou atualize os dados da árvore genealógica. Ficaremos felizes com a sua participação.</p>
<p>Forte abraço</p>
<p>Klaus Dieter Wächter</p>
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